Imóveis desocupados, camelôs, insegurança e falta de estacionamento. Problemas combatidos em gestões anteriores, mas que persistem e continuam ameaçando a tranquilidade de quem transita pelo Centro do Recife. Propostas de planejamento e resgate da área começaram a ser debatidas ontem com representantes de empresas privadas e órgãos públicos locais. A expectativa da Prefeitura do Recife é entregar o plano de ação para a revitalização do Centro no prazo de 15 dias.

Trinta empresários e gestores reuniram-se ontem com o coordenador geral do Instituto Pelópidas Silveira, Milton Botler, e com o prefeito do Recife, João da Costa para pensar soluções para o Bairro do Recife. Ao fim do encontro, o grupo decidiu criar um conselho para formatar ações. Reuniões semelhantes acontecem hoje e amanhã para discutir saídas para os bairros de Santo Antônio, São José, Boa Vista e Soledade.

A intenção é criar um plano de requalificação integrada para todo o Centro, anunciado ontem à tarde pelo prefeito João da Costa. A populaçãotambém poderá participar da discussão. Pelo site oficial da Prefeitura (www.recife.pe.gov.br), internautas já podem clicar em um banner e deixar sugestões. A enquete fica no ar até o dia 17.

“Estamos apresentando um pré-projeto e vamos buscar com parceiros dos setores privado e público soluções que melhorem as condições do Centro“, declarou João da Costa, ao sair da reunião. Um dos objetivos com o plano de requalificação, além do caráter consultivo, é também buscar apoios e firmar parcerias público-privadas, as PPPs. O custo geral para requalificação do Centro não foi informado.

Na reunião de ontem, participaram representantes dos setores bancário (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), informática (Sofitex Recife e Porto Digital), gastronomia e entretenimento (Paço Alfândega), além de outras entidades e associações envolvidos com a dinâmica do Bairro do Recife. A situação de abandono dos imóveis antigos foi a queixa maior. Assaltos, carência de vaga para estacionamento e má iluminação foram outros problemas do bairro apontados.

Segundo dados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Pernambuco, dos 295 imóveis tombados no Bairro do Recife, 72 estão em estado de degradação avançada. A tentativa de recuperar os prédios esbarra ainda na especulação imobiliária ou na indefinição de proprietários legais das casas abandonadas.

“Este é um primeiro horizonte para pensarmos em ações a médio e longo prazos. Primeiro é preciso retomar a dinâmica do bairro”, comentou o presidente do conselho consultivo da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), Marcello Chagas. Também presente à reunião, o superintendente do shopping Paço Alfândega, Hélio Azevedo, estava entusiasmado. “Antes as ações tinham pouco efeito. Agora com a mobilização em conjunto os problemas serão melhor atacados”, disse.

Hoje o Bairro do Recife já recebe investimentos de projetos como o programa Monumenta e o Prodetur, para recuperação de calçadas e iluminação; implantação dos centros culturais daCaixa e do Passo do Frevo e da revitalização do Porto do Recife e da Comunidade do Pilar.

Fonte: Diario de Pernambuco

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone