A lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) exige que quem ensina tenha o curso de licenciatura completo. Porém, 49,9% dos professores do ensino fundamental e médio, atuantes na zona rural, não possuem a formação. Na zona urbana, a taxa de docentes dessas etapas, que não têm a formação obrigatória, é de 14%. Além desta questão, o ensino do campo também enfrenta obstáculos como o da infraestrutura das escolas e a definição de linhas pedagógicas.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), atualmente a zona rural possui 76 mil escolas, 6,2 milhões de alunos e cerca de 342 mil professores sem a formação básica exigida. Com o objetivo de solucionar a defasagem educacional, o MEC lançou em março de 2012, o Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo), que deve atuar em quatro eixos:

- Gestão e práticas pedagógicas
- Educação de jovens e adultos e educação profissional e tecnológica
- Infraestrutura física e tecnológica
- Formação de professores

Para atingir as metas, outros programas do MEC também serão utilizados no processo, como o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), Mais Educação e Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Estão previstas a ampliação de oferta de cursos de licenciatura, a expansão dos polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e as ofertas de aperfeiçoamento e especialização específicos para a realidade do campo e quilomba. O investimento anual do projeto será de R$ 1,8 bilhão.

Aproximadamente 75% dos docentes que atuam na zona rural são mulheres, de 36 anos. Na área urbana, as mulheres representam 81,5% do total e a média de idade é de 39. No geral, os professores do campo são mais novos que os da cidade.

Perfil

Uma das principais características da educação rural é a sala multisseriada, que consiste em uma turma de estudantes com idades diferentes e um único professor. De acordo com o MEC, a organização escolar é permitida pela legislação e assegura o acesso de mais jovens do campo à educação.

Dados do Ministério afirmam que 71% dos colégios do campo têm classes multisseriadas, o que possibilita o atendimento de 22% dos alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Para atender essa demanda, o Pronacampo prevê a disponibilização de materiais didáticos e pedagógicos específicos, além da formação e o acompanhamento pedagógico para todas às escolas com essas turmas.

Fonte: EcoDesenvolvimento

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