A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a agência ONU Água lançaram nesta quinta-feira, 12 de abril, um relatório sobre o estado mundial do acesso à água e ao saneamento básico. O documento inclui informações sobre a situação da infraestrutura de mais de 70 países em desenvolvimento, entre eles o Brasil.

Segundo o documento, houve um “grande progresso” mundial na área. Mas a agência revelou que muitas nações estão atrasadas no cumprimento de seus objetivos socioambientais. Um exemplo disso é que mais de 70% dos 74 países analisados (mais de 50) correm grande risco de deixarem de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) até 2015.

Além de contar com informações dos países analisados, o relatório também inclui dados sobre 24 agências internacionais que cobrem 90% dos investimentos globais para o acesso à água e ao saneamento.

A diretora de saúde pública e meio ambiente da OMS, Maria Neira, comentou à Rádio ONU sobre a situação do Brasil e os contrastes na infraestrutura do país. “No caso de países como o Brasil, com certeza o nível de acesso à água potável aumentou muito, teve muitos bons resultados. Mas a situação continua a ser muito diferente, dependendo de que parte do Brasil se vive. Há diferenças muito grandes, depende se a população é rural ou urbana”, observou.

Quase 80% dos países reconhecem o acesso à água como um direito básico, e um pouco mais da metade levam em conta o acesso ao saneamento. Segundo a OMS, após 2015, novas metas relativas ao acesso universal à água e o saneamento precisarão de esforços combinados de vários agentes, e de grandes investimentos. A agência ressalta que a manutenção eficaz dos serviços pode ser mais importante do que a construção de novas infraestruturas.

Fonte: EcoDesenvolvimento

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