Complexo de viadutos existentes em Los Angeles

O Litoral Sul receberá um grande complexo de viadutos, um conceito similar ao do Judge Harry Pregerson Interchange, em Los Angeles, nos Estados Unidos, conhecido em todo o mundo. O complexo pernambucano é previsto para ser implantado no Cabo de Santo Agostinho, em frente ao Hospital Dom Hélder. O projeto é tão grande que os elevados somarão 4 quilômetros em 12 alças e duas pontas do eixo principal, totalizando 14 entradas e saídas.

O complexo de viadutos estará em uma das entradas da Via Expressa, nome de um sistema viário que mesclará acesso ao Complexo Industrial Portuário de Suape e um caminho alternativo a Porto de Galinhas, em Ipojuca. As obras e a operação futura da Via Expressa, segundo pedágio de Pernambuco, estão a cargo da Concessionária Rota do Atlântico (CRA), em uma concessão de 35 anos e R$ 450 milhões de investimentos em obras, manutenção e conservação. Nos primeiros 24 meses de contrato, serão investidos R$ 225 milhões.

Presidente da CRA, Júlio Perdigão, prefere falar pouco sobre o projeto, que depende de autorização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) por haver previsão de alças de acesso nos dois sentidos da BR-101. Também por isso a concessionária prefere não disponibilizar ainda uma imagem de esboço do complexo viário.

“”Será um viaduto grande, com várias alças, uma para quem está indo ao Cabo de Santo Agostinho pela PE-60, a outra para quem está vindo, outra na BR-101 indo, mais uma voltando, outra para quem está vindo de Pontezinha (Distrito do Cabo)… Enfim, será um complexo grande””, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente de Suape, Frederico Amâncio.

De uma forma geral, Júlio Perdigão comenta que fazer projeções de tráfego em todo o sistema da Via Expressa foi uma tarefa difícil, especialmente porque o sistema será diretamente conectado com o Arco Metropolitano, uma outra concessão rodoviária em fase de validação de estudos, dentro do governo.

A proposta de juntar o Arco e a Via Expressa pode criar um grande corredor ligando o Litoral Norte diretamente a Suape e às praias do Litoral Sul, evitando o trânsito caótico e esgotado do trecho urbano da BR-101.

Ainda não há definição sobre o Arco, mas pelo formato atual do projeto, ele terá cerca de 80 quilômetros e começará em Itapissuma, próximo à fábrica da Ambev. O ponto de partida será o início na PE-41 e a rodovia vai desembocar exatamente no complexo de viadutos em frente ao Hospital Dom Hélder, o início da Via Expressa.

O projeto do Arco foi estudado como uma possível nova parceria público-privada (PPP) do governo estadual e seu orçamento inicial era estimado em R$ 1,8 bilhão. Os estudos da PPP foram conduzidos pelas duas empresas que compõem o Consórcio Rota do Atlântico – a Odebrecht e a Invepar – mais a Queiroz Galvão.

Conciliar o possível traçado do Arco Metropolitano com a Via Expressa exigiu um esforço adicional na projeção do futuro tráfego de veículos no sistema viário atualmente em construção em Suape. O complexo de viadutos terá que conseguir absorver milhares de veículos entrando e saindo da Via Expressa nas mais diferentes direções.

“”Isso aumentou a complexidade da Via Expressa. Precisamos harmonizar o tráfego de muitas rodovias diferentes. Para isso, contratamos até uma empresa portuguesa, a Via Ponte””, comenta Perdigão.

A concessionária já iniciou o processo de licenciamento do complexo de viadutos na Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH) e espera começar as obras em setembro que vem, para entregar tudo em novembro de 2013.

““Gostaríamos de entregar a Via Expressa no verão de 2012, mas isso era um desejo nosso, não significa o mínimo atraso. O prazo contratual é concluir o sistema em novembro de 2013””, diz Júlio Perdigão.

Em valores originais previstos no contrato, cifras ainda não corrigidas, a Via Expressa terá um pedágio inicial de R$ 3 e, quando todo o sistema estiver pronto, subirá para R$ 4,35.

O pedágio do Paiva, o primeiro a operar em Pernambuco, atualmente tem preço de referência (para carros de passeio) de R$ 4,10, em dias de semana.

O Arco Metropolitano deve ser o terceiro pedágio do Estado, confirma Amâncio. Como a obra ainda está em estudos, por enquanto ainda não é possível falar em valores do pedágio.

Fonte: JC Online

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