O Grande Recife foi alvo de fortes chuvas nos últimos dias, que resultaram em prejuízos tanto estruturais – com ruas alagadas e deslizamento de barreiras – como sociais, causando engarrafamentos e transtornos. O tempo instável muda o ciclo de uma sociedade, mas o que não pode ser esquecido é que o mesmo período se torna uma ameaça para a saúde. Nesse caso, o resfriado comum, a dengue, a leptospirose e a diarréia são as principais doenças registradas. Pano branco, entre outras micoses, são mais frequentes no verão.

De acordo com Carlos Brito, clínico geral, a sociedade deve ficar em alerta para o tipo 4 da dengue. O acúmulo de água das chuvas em determinadas áreas facilita o desenvolvimento do mosquito causador da doença viral. “O tipo 4 não é pior e nem mais letal que os outros tipos (1,2 e 3), mas como a população ainda não teve contato com esse vírus, não tem imunização, e pode contrair uma forma mais grave”, explicou. Para identificar a doença existe o teste rápido, que não é tão preciso, e o teste sorológico, que aponta em caráter definitivo o diagnóstico.

Febre alta, dor de cabeça, tontura, desmaio, vômito, dor abdominal, diminuição no volume de urina, falta de ar, alteração nos exames de sangue, sonolência excessiva e algum tipo de manifestação hemorrágica, são os chamados sinais de alarme. Caso o paciente apresente esses sintomas, deve procurar imediatamente uma emergência para realização de exames e cuidados do médico. “Na maioria das notificações não é preciso internação, mas esses casos são mais graves e precisam ser acompanhados de perto”, destacou Carlos Brito.

Outra doença preocupante nesse período de transição entre o verão e o inverno é a leptospirose. A infecção é bacteriana, causada pelo longo contato com água contaminada por urina de rato. Os sintomas são parecidos com os da dengue, mas alguns pontos devem ser observados, “Os leucócitos se elevam, o fígado e os rins são prejudicados e a febre é seca”, alertou o clínico geral.

Em caso de dúvidas, a orientação é procurar um profissional da saúde o mais rápido possível. O paciente irá relatar seus últimos comportamentos, se entrou em contato com água suja ou não, entre outros pontos que serão analisados pelo médico, além da realização de uma série de exames laboratoriais. Em caso de confirmação, ele será internado e medicado com antibióticos para reverter o caso, com acompanhamento também das taxas.

Também nessa época do ano, é comum a contração do vírus do resfriado. Para evitar, Carlos Brito sugere que as pessoas frequentem menos lugares fechados, como shoppings centers e ambientes refrigerados, pois esse hábito propicia o contágio da doença. Os sintomas vão desde a constante corisa à indisposição, corpo mole e secreções. A dica de tratamento é ingerir bastante líquido, como sucos, ficar em repouso e tomar vitamina C.

Na rota das doenças que aparecem com facilidade na época, a virose gastrointestinal vem aumentando a quantidade de atendimentos nas emergências dos hospitais. “A maioria dos casos notificados são em crianças, por serem mais expostas ao vírus”, frisou Carlos Brito. Em média oito evacuações diárias, seguidas de vômitos em alguns casos, são os sintomas mais frequentes. O procedimento de cura é aumentar a ingestão de líquidos e se tratar corretamente de acordo com as receitas médicas.

Fonte: NE10

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