Rede Social Brasileira
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Ethos lança publicação sobre cidades sustentáveis

A publicação Cidades Sustentáveis: Como as Empresas Podem Contribuir, do Instituto Ethos, reúne experiências reais que incitam a reflexão sobre como as empresas podem interferir positivamente no destino da cidade
cidadessustentaveis_ethos011 . O material trata da realidade de centros urbanos, cidades dependentes de quantidades crescentes de insumos e energia, imersas no consumo inconsciente e produtoras de uma quantidade avassaladora de resíduos e de poluentes.

Nesse contexto, destaca-se a importância da atuação de empresas socialmente responsáveis, que trabalham de forma ativa para fazer a sua cidade mais justa e sustentável, convidando pares para se tornarem aliados nesse trabalho coletivo ou, ainda, promovendo ações que se reflitam no município em que atua e estimulando a cidadania, inclusive no acompanhamento da condução das políticas públicas.

Os capítulos da obra focam em duas vertentes de participação das corporações: contribuindo com iniciativas ligadas à sua cadeia produtiva ou à comunidade do entorno e concebendo e/ou dando apoio a movimentos da sociedade que atuam com foco na influência em políticas públicas.

Do ponto de vista histórico, o Movimento Bogotá Como Vamos serve de inspiração e é citado como fundamental pela publicação. Com surgimento em 1997, a iniciativa colombiana promoveu mudanças efetivas, como a diminuição do analfabetismo, a queda na taxa de homicídios e a redução de mortes no trânsito.

Já no Brasil, o pioneiro é o movimento Nossa São Paulo e em seguida surgem Nossa Ilha Mais Bela, Rio Como Vamos, Nossa BH, Nossa Teresópolis, Observatório do Recife, Nossa São Luís, entre outros. Em 2008, nasce a Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis que conta com atuação de mais de 20 cidades do Brasil.

O Movimento Nossa São Paulo conta com o apoio de empresários e a participação de uma ampla rede de agentes sociais em favor de uma São Paulo segura, saudável, bonita, solidária e realmente democrática. Lançado em 2007, é hoje uma força política, social e econômica capaz de comprometer governantes e a população com um programa de metas voltado para a construção de uma cidade sustentável e que contempla necessariamente a boa condução da gestão do município.

A publicação relata como o Nossa São Paulo dialoga com a metodologia e os preceitos técnicos do pioneiro Bogotá Cómo Vamos. A obra descreve o surgimento de diferentes movimentos pelo Brasil, os quais formaram em 2008 a Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, a fim de compartilhar experiências e fortalecer o desempenho mútuo. Além disso, empresários também dizem por que e como participam de intervenções como estas, incentivando outros líderes a praticar a cidadania corporativa. Para o presidente de Assuntos Corporativos da Experian América Latina, da empresa Serasa, Élcio Aníbal de Lucca, todo empresário é um líder e, como tal, pode ajudar a fazer algo além de só vender os seus produtos. “Não é questão de dinheiro, mas de envolvimento. É necessário organizar a sua rua, melhorar a limpeza geral do bairro, ajudar o órgão público. Não é para fazer o papel da prefeitura, e sim colaborar para que a cidade tenha um aspecto social melhor. Para isso, a empresa não precisa ser obrigatoriamente grande nem ter muito dinheiro”, destaca de Lucca.

O material destaca a atuação na capital pernambucana do Observatório do Recife (ODR), que surge para mobilizar a sociedade, monitorar os indicadores sociais e propor atitudes que tornem a cidade mais justa e sustentável. O ODR congrega até o momento mais de 25 entidades sociais e empresariais e para efetivação de suas metas para a cidade do Recife e convoca a todos os cidadão, inclusive empresários, para comparecerem às reuniões e contribuírem com novas idéias.

Para finalizar, Cidades Sustentáveis: Como as Empresas Podem Contribuir dedica-se a orientar  a gestão sustentável dos negócios em benefício dos municípios brasileiros. Descreve uma série de intervenções exemplares de empresas na cadeia de produção e na comunidade das cercanias, com impacto positivo na vida das cidades, tais como: formação profissionalizante, criação de trabalho e renda, incentivo à cultura, educação, inclusão social, mobilidade urbana, preservação de recursos naturais e tratamento de resíduos.

A publicação teve o patrocínio da Libra Terminais, da Natura e da Samarco. Para acessar gratuitamente o conteúdo em PDF, clique aqui.

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